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A IRRACIONALIDADE DO ATEÍSMO
A IRRACIONALIDADE DO ATEÍSMO

A IRRACIONALIDADE DO ATEÍSMO 

Publicado em 13 de novembro de 2007. Por Tom Flannery. 

«Salmo de Davi para o músico-mor» Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. – Salmos 14:1

 

«Masquil de Davi para o músico-mor, sobre Maalate» Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem. – Salmos 53:1[1]

 

 

Quando Christopher Hitchens e Dinesh D'Souza[2], dois autores de best-sellers e intelectuais “peso-pesados”, decidiram se expor num animado debate um contra o outro no King College, no mês passado[3], muitos dos presentes estavam provavelmente esperando algo completamente diferente do que aquilo que realmente transpareceu.

 

Hitchens, afinal, é o autor do manifesto ateísta “Deus Não é Grande”, enquanto D'Souza respondeu com uma defesa da fé intitulado “O Que É Tão Grande Sobre o Cristianismo”. Então, parecia a oportunidade perfeita para uma re-promulgação  da velha discussão entre a religião de um lado e da ciência e da razão do outro.

 

Mas isso não foi assim como tudo aconteceu.

 

Em vez disso, foi D'Souza, o cristão, que apelou para a ciência e para a razão em seu tempo previsto. Hitchens se apresentou como um perfeito caso de anti-teísmo (a marca mais militante e hostil do ateísmo), que acabou sendo baseado em grande parte na pura emoção - ou seja, num ódio visceral contra todas as coisas religiosas.

 

D'Souza citou modernas descobertas científicas que mostram que estamos vivendo em um universo feito sob medida para o homem, um universo tão afinado e sintonizado que, se qualquer uma das dezenas de leis que regem o universo fossem alteradas por uma pequena margem seria impossível para a vida existir na Terra (o único planeta, de todos os que conhecemos no Universo, onde mesmo que remotamente possa existir qualquer coisa parecida com a vida). Quão afinado e sintonizado à existência do homem ele é? Bem, o oxigénio compreende 21 por cento da nossa atmosfera; se sua concentração fosse de 25 por cento, incêndios espontâneos ocorreriam sem parar por todos os lugares; se fosse 15 por cento, todos nós sufocaríamos até a morte. E isso é apenas um dos muitos exemplos.

 

Todos esses refinamentos e sintonias são coincidências apenas coincidências cósmicas? Ou, como D'Souza questionou, por que um universo composto de matéria obedece leis? Todos nós podemos entender como um homem ou uma mulher, ou até mesmo uma criança, pode pensar e agir de forma racional - mas como é que vamos explicar um universo racional?

 

Indo direto ao ponto, como ateus explicam um universo racional? Cristãos olham para um universo racional a operar de uma forma ordenada de acordo com leis fixas e veem a obra gloriosa de um Criador racional, que funciona de uma forma ordenada e é por natureza um Legislador. Ateus olhar e veem um acidente, mas um acidente casuísta tal em que uma quantidade enorme de informações, com base em uma linguagem legível (DNA), foi aperfeiçoada de acordo com as leis observáveis ​​escritas na própria natureza. Como eles conciliam esses fatos aparentemente contraditórios?

 

Em seu debate com D'Souza, Hitchens certamente não poderia explicar esta enorme e irracional contradição. Ele nem sequer tentou! Ele sabe muito bem que os cientistas passaram centenas de anos pesquisando, descobrindo e documentando tais intrincadas e extraordinárias leis que regem nosso universo, e como D'Souza desafiou durante o programa de televisão Hannity e Colmes: séculos: “Se os cientistas levaram séculos decodificando o universo, QUEM o codificou?”

 

Mas D'Souza não parou por aí em seu debate com Hitchens. Ele observou que a grande maioria dos cientistas ao longo dos últimos cem anos - Newton, Galileu, Kepler e tantos outros - não foram apenas religiosos, mas foram os cristãos professos. Ele ressaltou que a consciência moral e o conhecimento existencial humano não pode ser explicada por mutações aleatórias ou pela colisão ao acaso das moléculas. Ele mostrou como a religião em geral (e, em particular, o Cristianismo) tem sofrido de ardorosa e rude censura como tendo sido a suposta inspiração para os maiores assassinos da história e fonte dos seus maiores massacres, quando a verdade é que um punhado de monstros anti-teístas ateus no século 20 (Stalin, Hitler, Mao, Pol Pot, etc.) assassinaram muito mais milhões do que todos os que foram mortos por motivações religiosas durante todos os séculos da história humana combinadas. E ele relatou resumidamente apenas algumas das forma como o Cristianismo tem concedido melhores condições de vida e a incontáveis ​​milhões de pessoas em todo o mundo, com a ajuda de um membro da audiência, que relatou como o povo da sua ilha natal costumava comer uns aos outros antes que os cristãos chegassem com o Evangelho e o canibalismo pudesse desaparecer rapidamente em consequência dele.

 

Em face de todas essas evidências, Hitchens fez pouco mais do que o vociferar e blasfemar contra Deus. Hitchens, você pode perceber, considera Deus um “ditador celeste”. Ele acredita que viver no céu seria algo semelhante a ser deportado para um campo de concentração. Ele disse que mesmo que o Deus da Bíblia existisse, ele ainda assim nem O amaria nem O serviria[4].

 

Não que haja nada de novo nisso. Ele está apenas seguindo os passos de uma longa linha de anti-teístas ao longo da história humana, que refletem os sentimentos do filósofo que odiou Deus Immanuel Kant, quando ele admitiu: “Se você pudesse provar a existência do Deus cristão para nós, mesmo assim nós acreditaríamos menos ainda Nele”. Você vê, o problema que os ateus (e anti-teístas) têm não é um caso intelectual ou racional, mas sim um problema moral. Não é uma questão de cabeça, mas uma questão do coração; eles não acreditam em Deus, porque eles não querem crer Nele.

 

De fato, as evidências para a existência de Deus são tão grandes e numerosas que é preciso muito mais fé para ser ateu do que para ser um cristão. Esse fato foi demonstrado mais uma vez no debate entre D'Souza e Hitchens, como qualquer pessoa que o tenha assistido objetivamente teria de concluir.

 

 

Texto traduzido e adaptado por Pr Miguel Ângelo L. Maciel. Maio de 2016. Revisão 00.

 

 

[1] Ênfases dadas pelo Tradutor: Néscio - que ou aquele que é desprovido de conhecimento(s), de discernimento; que ou aquele que é desprovido de sentido racional, de coerência; que ou aquele que é dado ao absurdo e a rejeição da lógica e da razão.

 

[2] Nota do Tradutor: Pelo pouco que sei de Dinesh, ele nasceu em Bombai, Índia. Naturalizado americano é político conservador atuante nos EUA. Convertido ao catolicismo, casou-se com uma evangélica de uma igreja adenominacional na década de 90. Por volta de 2010 converteu-se e assumiu uma posição Reformada.

 

[3] N. T.: Este debate aconteceu em  Outubro de 2007 e está disponível na íntegra e em versão original (sem legendas) em https://www.youtube.com/watch?v=9V85OykSDT8.

 

[4] N. T.: Ateísmo, não se trata de provar a não existência de DEUS, se trata de deliberadamente rejeitar submeter-se a Ele, mesmo diante de todas as evidências de Sua existência. Para mim a frase mais “consistente” proferida por Richard Dawkins foii: “Eu NÃO ACEITO o DEUS da Bíblia!”, pois nela ele resumiu sua fé anti-teísta e expos suas motivações.

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