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A Parábola do Olhos Bons e Maus
A Parábola do Olhos Bons e Maus

TEMA: CRESCENDO NO ENTENDIMENTO DAS PARÁBOLAS DE CRISTO

- Estudos Sistemáticos das Parábolas no Evangelho de Mateus -


 

TEXTO CHAVE: Mat. 6.22 a 24, A Parábola dos Olhos Bons e Maus

 

Objetivos: Levar a igreja local à maior maturidade espiritual e os não salvos aos pés do Salvador.


 

 

0. Esboço panorâmico da passagem:

 

 

1. Candeia do corpo = olhos.

 

                a. olhos bons = corpo iluminado;

 

                b. olhos maus = corpo tenebroso (em trevas).

 

2. Se luz são trevas = grandes trevas

 

3. Impossibilidade de servir a dois senhores (serviço único, objetivo): DEUS ou Mamon (personificação das riquezas) ?

 

 

 

 

1. Introdução  

 

 

Há duas palavras que o Senhor JESUS usa, de útil será seu entendimento para que possamos aplicar as lições espirituais:

 

a. απλους haplous, traduzido por bom

 

Na King James a palavra usada é “single”, tem o sentido de “simples, único, singular”  O grego tem o sentido de “sem dobradura”, ou seja, sem complicações em si mesmo, bom, em perfeitas condições de uso.

 

b. πονηρος poneros, traduzido por mau

 

Na King James “evil”, mau. O grego tem sentido de mau “em efeito e influência”, “má influência”, “destempero”.

 


c. A Precisão científica de CRISTO

 

Os problemas de visão são ocasionados por problemas de convergência ou dobras, isto é, defeitos estruturais do olho onde a luz não converge corretamente para determinado ponto da retina.

 

Falando dos defeitos mais comuns da visão podem ser: miopia, hipermetropia, astigmatismo, estrabismo, etc. Todos eles são problemas de convergência causados por “dobraduras”, defeitos estruturais do(s) olho(s).

 

Eu sou míope e sei muito bem que com este problema de vista, se eu permanecer sem os óculos corretivos para convergência da luz ao ponto correto da retina, eu terei dificuldade em controlar o restante do meu corpo, pois minha mente não processará corretamente a distância, a aparência, o formato e a singularidade dos objetos.

 

 

O Senhor Jesus Cristo destaca a importância da percepção visual, para aplicação espiritual. Para discernirmos bem toda a realidade ao nosso redor, necessitamos da “candeia” do corpo, os olhos!

 

Se não houvesse luz, viveríamos em trevasOs olhos doentes (cegos, fracos, imperfeitos, sem clareza) deixam todos os demais órgãos e membros desorientados. Quando isso ocorre, nossa mente torna-se incapaz de processar corretamente as informações visuais. Quando perfeitos, nossos olhos enviam a luz à nossa mente e esta, bem informada, determina o movimento do corpo e permitem determinar os nossos objetivos.

 

 

 

 

1. As aplicações espirituais

 

 

Nossa percepção da realidade determina nossas ações. Somos aquilo que cremos. E cremos conforme nossa percepção.

 

A mente que recebe má informação (ruim, distorcida), será conduzida e implementar más ações, pois estas serão determinadas por aquelas.

 

Se há boa visão (entendimento espiritual) todas as nossas ações serão determinadas por este discernimento. Nossos olhos serão simples e nós andaremos com objetivo, nossas ações e vida terão propósito: servir a DEUS.

 

Se não existe visão espiritual (salvação ou discernimento espiritual) nossas ações (representadas pelo corpo perturbado pela ausência da luz dos olhos), serão tenebrosas (sem entendimento real e verdadeiro, sem objetivo, vão), pois o único propósito será servir às posses (Mamom – Mat. 6.24).

 

 

 

2. Lições Práticas

 

 

a. A visão espiritual (de alguém que já é salvo e permanece sob tutela do Espírito Santo e da Palavra de DEUS), provê uma compreensão da realidade na perspectiva correta.

 

b. Nosso caráter é formado por esta compreensão Bíblica e os salvos irão brilhar em uma vida de obediência e objetividade: servir a DEUS e não às riquezas.

 

c. A mente corrompida por uma visão distorcida, conduzirá às más ações. Nossa vida dever ter não somente objetivo, mas simplicidade, alvo único de vida.

 

Singeleza, sem sede cega pelas posses, ausência de avareza, desapego, espírito de comunhão, desejo intenso, contínuo e verdadeiro de servir a DEUS neste mundo passageiro. Que benção celeste estes sentimentos que nos são dados pelo próprio Salvador para mais amá-lO e melhor servi-lO.

 

O ensino da parábola:

 

Primeiramente, quando se olha para um objetivo, é como o oposto de ter dois objetivos em vista (ver Prov. 4.25-27)

 

Em segundo lugar, se a mente está dividida, ocorre a instabilidade em todos os caminhos (ações, decisões, atitudes, comportamentos) tomados (ver Tg 1.8).

 

 

Contemplemos o exemplo do Apóstolo Paulo:

 

 

“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” – Filipenses 3.13-14

 

 


 

3. Advertência e apelo final

 

 

Quais as percepções motivadoras de nossas vidas? Qual é o nosso objetivo de vida? Qual é nossa visão de realidade? Dinheiro, fama, posses, bens, fortunas, prazeres?

 

O objetivo fornece os motivos, que preenchem a mente (vontade, emoções, intenções do coração) e determinam as ações de um indivíduo.

 

 

“Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!” – Mateus 6.23b

 

 

As perspectivas existenciais incorretas determinam um nível terrível de trevas, as espirituais. Uma pessoa sem salvação vive para servir às riquezas deste mundo que a traça, a ferrugem e os ladrões vão destruir. (Mat. 6.19-21).

 

É necessário, mesmo para o salvo, decidir-se por duas opções possíveis como objetivo de vida: servir a DEUS ou servir às Mamom (Mat. 6.24).

 

 

Um homem perdido (cego), jaz sem objetivo real, verdadeiro e saudável de vida (Mateus 15.14). O homem natural é conduzido pelo mundanismo materialista, que o Senhor explicou anteriormente (Mat. 6.19-21).

 

Entretanto, uma pessoa perdida não pode ver o reino de DEUS (João 3.3).

 

Maiores trevas a enfrentar são as eternas trevas da condenação  (Mat. 22.13).

 

O Senhor Jesus Cristo foi o único que realizou o extraordinário milagre de curar um cego de nascença (João 9), pois salvação traz luz à alma perdida, que antes perambulava nas trevas do pecado.

 

Aquele homem curando então se rendeu aos pés do Salvador.

 

 

 

“Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? Ele respondeu, e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia?  E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou.” – João 9.35 a 38

 

 

 

Caro amigo, se não tens certeza de salvação, perdão e vida eterna, reconheça-se completamente cego (perdido, em trevas espirituais, merecedor do inferno eterno) e clame pelo Senhor Jesus Cristo (DEUS em carne, o Filho de DEUS, Salvador de todo aquele que nELE Crê - João 3.16).


Ele dissipará as trevas (perdição) e de dará luz (regeneração, perdão, salvação, santificação).

 

 

“E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.” – João 3.19

 

“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” – João 8.12

 

“ Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.” – João 12.46

 

 

Arrepende-te, pois, e creia em Jesus Cristo, para remissão dos pecados.

 

 

 

Pr Miguel Ângelo 

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