Translate this Page
Pesquisa
Qual a sua afiliação religiosa?
Católico
Evangélico
Adventista
Fundamentalista
Outro
Ver Resultados

Rating: 3.1/5 (660 votos)




ONLINE
1




Partilhe este Site...



Total de visitas: 335762
ERA DIFÍCIL SER UM ATEU
ERA DIFÍCIL SER UM ATEU

 

 

ERA DIFÍCIL SER

 

UM ATEU

 

 por Sanjay Merchant

 

«Salmo de Davi para o músico-mor» Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. – Salmos 14:1

 

«Masquil de Davi para o músico-mor, sobre Maalate» Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem. – Salmos 53:1

 

Em certo momento da minha vida eu me considerei um ateísta. Pelo menos eu pensei que eu era ateu. No entanto, muitas vezes eu lutava com a hipocrisia que eu via em minha vida, devido às dificuldades em realmente estar vivendo o ateísmo. De um destacado ponto de vista “intelectual”, é fácil acenar com a mão e proclamar: “Deus não existe porque não há nenhuma prova de sua existência”. No entanto, a maioria dos ateus está realmente agitando aos céus o seu punho fechado com ira e rancor, apesar de todas as provas que eles sabem que existem[i].

 

Veja, é fácil reivindicar o ateísmo, mas é difícil viver o ateísmo. Eu vou explicar isso mais tarde. Mas, primeiro, vou explicar algumas coisas para aqueles que não sabem do que ateísmo realmente se trata. A palavra “ateu” significa literalmente, “sem Deus”[ii]. Em outras palavras, a natureza do homem, os seus padrões morais (ou a falta dele) e propósito pretendem ser explicados deixando de fora o reconhecimento de um Criador[iii]. A maioria dos ateus acreditam que tudo o que vemos na existência é o resultado de processos naturais, físicos, que podem ser observados ainda hoje[iv].

 

Por exemplo, eu acreditava nas teorias do “Big Bang” e da evolução darwiniana. Eu acreditava no “Big Bang”, porque eu imaginava que se tratava de uma explicação científica para a nossa existência, enquanto a religião representaria apenas um amontoado de mitos. Mais tarde, através de pesquisa, eu descobri que o “Big Bang” não é de todo ciência, uma vez que não se baseia na observação direta ou em métodos testáveis[v]. Em contradição a isso, é respeitado “religiosamente” por aqueles que desejam propositadamente rejeitar a ideia de prestação de contas e de um padrão moral. Alguns dizem: “Bem, Deus poderia ter iniciado o Big Bang”. Mas no momento em que você começa a crer no Ylem (a suposta fonte do bang) você efetivamente eliminará do quadro qualquer deus que possa ser adorado (um truque muito conveniente para aqueles que não querem Deus, mas não podem nega-lo; basta fazê-lo muito pequeno, um deus finito e sem poder). Por sua vez, eu simplesmente tinha assumido esta teoria como sendo verdade, pois meu professor da sexta série me havia dito que era assim. Nós a estudamos juntamente com o fato de que a Terra gira em torno do Sol e isso é certamente demonstrável e aceito.

 

Da mesma forma, eu acreditava que minhas origens se encontravam na evolução. Isto foi superficialmente agradável para mim como também foi um método adequado para que eu pudesse explicar minhas ações, as quais eu sabia que eram imorais. No fundo, eu estava convencido de que muitas das minhas ações eram erradas, mas a evolução me ajudou a racionalizar convenientemente esses medos. Eu era capaz de pôr a culpa de minhas ações em meus “instintos naturais”. Eu podia mentir para meus pais a fim de melhorar minha própria existência, eu podia magoar outras pessoas com o propósito de aliviar e facilitar a minha própria vida e fazer valer o meu domínio sobre os rivais (conforme a doutrina evolucionista da sobrevivência do mais apto), e fornicaria com a minha namorada por causa do meu instinto animal de procriação (e se ela tivesse “procriado” nós poderíamos simplesmente recorrer a um aborto – não é algo lógico?).

 

No entanto, eu tive sérios problemas ao tentar explicar a culpa e a náusea que eu sentia quando eu tomei conhecimento de que tudo aquilo eu havia feito era errado.

 

Outro problema real que surgiu diante de mim foi quando se tratava de discutir religião. Eu podia discutir com calma os ensinamentos de Maomé ou de Buda, mas quando se tratava dos ensinos de Jesus eu ficava muito irado. Eu pensava que um ateu deveria agir racionalmente e nunca ficar com raiva. Afinal de contas, era evolutivamente era algo inútil ficar tão furioso, a menos que isso significasse preservar minha própria vida.

 

Argumentei com cristãos e os persegui sem causa. Eu odiava a sua alegria e o seu amor uns pelos outros. Meu sentimento era de que eles simplesmente precisavam de uma muleta; eles poderiam ter sua muleta... eu era homem o suficiente para enfrentar a minha própria morte. Mas, eu descobri que eu estava com medo da vida. Eu odiava quase todos, especialmente a mim mesmo... mas, claro, isso era “natural”.

 

Certa noite, fui a um estudo Bíblico Cristão, a fim de discutir e levar esclarecimentos àquelas pessoas, como eu imaginava poder fazer. Eu estava convencido de que eu entendia a vida, embora eu nunca tivesse ouvido falar da mensagem cristã bíblica. Eu simplesmente acreditava na hipocrisia cristã que eu havia visto sendo declarada nas manchetes, nas normas rígidas impostas pelo Vaticano e o ódio espalhado pelos racistas que se afirmaram cristãos (foi surpreendente constatar que as raízes do racismo repousam sobre o ateísmo, e estão longe de serem encontradas na Bíblia).

 

Eu conheci pessoas que não eram nada parecidas com o que eu tinha imaginado. Eu me debrucei sobre cada palavra do orador. Fiquei maravilhado com a sua sabedoria, enquanto ainda tentava discordar. No final da noite, ele me perguntou se ele poderia orar por mim. Eu lhe permiti, mesmo que naquela época eu não acreditasse em orações, por não desejar ser rude. Assim que ele terminou abri meus olhos com espanto. Eu não podia acreditar no que estava vendo. Era como se eu fosse um recém-nascido... todos os meus argumentos vãos e minha raiva se dissiparam. Eu já não odiava aquelas pessoas. Eu quase sai correndo com medo. Naquela noite eu orei pela primeira vez. Pedi a Jesus para me ajudar, se ele fosse capaz.

 

No dia seguinte, liguei para meu ex-melhor amigo (eu digo “ex” isso porque ele havia se tornado cristão apenas um mês antes e depois de muitos argumentos eu decidi não ter mais contato com ele). Ele trouxe dois outros homens que também haviam sido amigos próximos a mim no passado. Eles responderam todos os meus persistentes questionamentos e eu entendi a respeito de Deus pela primeira vez. Depois, eles oraram por mim. Eu senti como se eu tivesse entrado na presença de Jesus, a quem eu havia odiado tanto. Havia erguido minhas mãos para lutar contra ele, mas eu percebi que seus braços estavam abertos... pronto a me perdoar e a me ajudar. Eu desabei em lágrimas e entreguei minha vida a Jesus. Eu não estava aderindo a uma religião ou a uma igreja ... Eu simplesmente fui levado a perceber o que acontece quando um ateu encontra Jesus.

 

 

Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã. – Isaías 1:18

 

 

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor, - Atos 3:19

 

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. – João 8:32

 

Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. – João 14:6

 

 

 

Tradução e adaptação por Pr Miguel Ângelo Luiz Maciel. Maio de 2016. Revisão 00.

 

 

[i] Nota do Tradutor: Pessoas envolvidas com ateísmo estão dispostas a negar todas as evidências reais e lógicas da existência de um DEUS Criador, conforme descrito pela Bíblia, simplesmente por se recusarem a reavaliar seus modos de vida imorais e amorais. Dessa forma, o fundamento do ateísmo não reside nem em lógica, nem em razão, nem em ciência real, mas na volição de rebeldia pessoal contra evidências irrefutáveis de que existe um Criador, para que assim possam continuar vivendo à revelia dos padrões de conduta moral estabelecidos por Ele.

 

[ii] N.T.:: A tradução da palavra grega atheos, que significa literalmente “sem Deus”, aparece em Efésios 2:21: “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus (atheos) no mundo”.

 

[iii] NT.: Não devemos cair na armadilha ateísta de confundir Racional com Racionalismo.  Este último refere-se a um Sistema. Por este sistema o homem, começando absolutamente por ele mesmo, procura construir fora de si mesmo – tendo somente o homem como ponto de partida e integração – a fim de encontrar conhecimento, significado e valor para a realidade que o cerca. O outro termo para Racionalismo é Humanismo. Quando falarmos de algo Racional, porém, estamos afirmando que as coisas que nos rodeiam não são contrárias à razão. A realidade tem sentido, propósito e valores absolutos que proporcionam significado à existência humana. A aspiração do homem pela razão, nos termos da realidade que o cerca é válida. No entanto, a posição judaico-cristã é Racional, sendo a antítese do Humanismo, sistema que os crentes na Bíblia devem veementemente rejeitar.

 

[iv] N.T.: Ver 2 Pedro 3:3-4.

 

[v] N.T.: Para maiores detalhes de quão contrários à ciência são as teorias evolucionistas e do big bang, recomendo o Seminário sobre Criacionismo pelo Dr. Kent Hovind (PhD), disponível no You Tube.

topo