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Miller e a Revisão de Seus Erros
Miller e a Revisão de Seus Erros

A REVISÃO DO MOVIMENTO MILLERITA

- Miller e seus associados rejeitaram Ellen White e as doutrinas sabatistas -

 

Os Adventistas do Sétimos Dia não são inteiramente honestos quando afirmam que Guilherme Miller se tonou um dos seus “patriarcas” adventistas. Miller, e a maioria de seus associados, rejeitou e condenou tanto as doutrinas sabatistas quanto o fanatismo em torno de Ellen White como suposta profetisa.

 

Miller, foi um pregador leigo, que esteve engajado com a pregação de uma data prevista para a volta de Cristo, porém rejeitou as explicações fanáticas que se sucederam à sua mal fadada tentativa de datar a volta de Cristo em 1843 e, posteriormente, mudado por um de seus associados em 1844.

 

O apologeta Jan Karel Van Baalen, em seu livro The Caos Of Cults (O Caos das Seitas), esclarece a respeito dos erros de Miller e das explicações de alguns de seus mais fanáticos seguidores:

 

A força de Miller estava no fato de que ele pregava a volta visível de Cristom para julgar o mundo e galardoar os fiéis, em uma época na qual essa verdade cristã cardeal estava ameaçada de tornar-se um assunto esquecido. Sua fraqueza era que lhe faltava orientação teológica, e os ministros que no início se uniram a ele eram homens do mesmo calibre... O desfecho do Millerismo, contudo, veio demonstrar que esses teólogos, bem como Miller, laboravam em erro... O erro de Miller foi que ele tomou a profecia de Daniel 8:14 com referência ao fim do tempo, e interpretou os dias ali mencionados como significando anos – quando nós devemos achar bastante clara as palavras: “duas mil e trezentas tardes e manhãs”! E quando Miller descobriu que sua cronologia não estava lá muito certa, foi Samuel S. Snow, um dos seus seguidores, que alterou a data e primeiro sugeriu o Outono de 1844... Foi pena que os seguidores de Miller não lograram bem interpretar a natureza de seu erro. Quando passou tanto 1843, como 22 de Outubro de 1844, sem que verificassem a volta do Senhor, eles deveriam ter tirado a conclusão de que é erro querer calcular pela profecia a ocasião da vinda de Cristo. Ao invés de fazer isso, porém, Hiram Edson, um Millerita do Estado de Nova Iorque, teve uma "visão" na manhã seguinte à “grande decepção”. Nessa visão ele “viu” Cristo em pé ao lado do altar no céu, concluindo daí que Miller estava certo quanto ao tempo, mas errado quanto ao local... Esse ensino foi adotado pelos Adventistas do Sétimo Dia  posteriores (a “igreja” do A. S. D. foi organizada apenas em 1860), cujo início data dessa nova interpretação, segundo Francis D. Nichol (em seu livro The Midnight Cry – O Brado da Meia-Noite). Assim, “tiveram por bem salientar que o ‘erro principal’ do Milleritas foi na sua interpretação, e não no fato de ter marcado uma data. O público poderá com muita razão continuar a achar que isso vem a ser sofisma[1]”. (Jan Karel Van Baalen, The Caos Of Cults – O Caos das Seitas, pag. 147-149).

 

Ao ser sondado por seus fanáticos seguidores sobre as suas “novas interpretações”, Miller discordou delas advindas do seu gravíssimo erro cometido. Na documentação escrita para o Documentário Seventh-Day Adventism, The Spirit Behind The Church (Adventismo do Sétimo Dia, O Espírito Por Trás da Igreja), Lorri MacGregor esclarece:

 

O fanatismo, no entanto, continuou a se espalhar descontrolado e rapidamente tomou um rumo para o pior. Durante o inverno de 1844 alguns associados de Miller lhe suplicaram que fizesse algo para se tentar virar a maré de fanatismo.

Na primavera de 1845 ocorreu a chamada Conferência de Albany na tentativa de se desfazer o dano. Após prolongada discussão atingiu-se um consenso. A maioria aprovou as seguintes posições:

1. A conclusão de que o movimento tinha se enganado em todas as tentativas de definir uma data para a vinda de Cristo.

2. A concordância de que fazer uso de parábolas como alegorias proféticas tinha sido um erro.

3. A condenação de se tentar fazer dessas noções um teste futuro para salvação.

4. A rejeição da doutrina sabatista que começava a surgir.

5. A emissão de um severo alerta contra os mensageiros carismáticos mais fanáticos do movimento. Este alerta foi dirigido principalmente a uma jovem, estrela em ascensão carismática entre os adventistas sabatistas: Ellen Gold Harmon (futura esposa de Tiago White) de Portland, Maine.

6. A Rejeição da sombria “teoria da porta da graça fechada” [2] tanto quanto a da teoria do “juízo investigativo”[3].

(Documentação do Vídeo “Adventismo do Sétimo Dia, O Espírito por trás da Igreja". Documetation pages, Point 7: William Miller admite que cometeu um erro em suas datação profética. Ferramenta de pesquisa compilada por Lorri MacGregor. www.sdaoureach.org).

 

Miller pediu perdão por seus erros,  morreu sem jamais se tornar um adventista. O Dr. Baalen, nos diz:

 

E o fim de seus dias em 20 de Dezembro 1849 e com sessenta e oito anos incompletos, Miller permaneceu com cristão humilde e consagrado... Miller morreu na fé cristã e na esperança de estar com o Senhor. (Jan Karel Van Baalen, The Caos Of Cults – O Caos das Seitas, pag. 147-148).

 

Quando os adventistas apresentam Miller como sendo um de seus fiéis “patriarcas” não estão sendo condizentes com os fatos, pois Miller jamais concordou com as novas doutrinas que surgiram em razão do desastre profético causado pelos seus erros de interpretação. Porém, isso é apenas mais um engodo de suas muitas falsidades e numerosos ensinos heréticos e anti-bíblicos.

 

Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele. – Deuteronômio 18:22

 

Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. – Isaías 53:4-5[4]

 

 

 

Notas:

 

[1] Argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa. Argumentação que aparenta verossimilhança ou veridicidade, mas que comete involuntariamente incorreções lógicas; paralogismo (um raciocínio falso que se estabelece involuntariamente). Qualquer argumentação capciosa, concebida com a intenção de induzir em erro, o que supõe má-fé por parte daquele que a apresenta; cavilação (trama ardilosa, astúcia, razão falsa); mentira ou ato praticado de má-fé para enganar (outrem); enganação, logro, embuste.

 

[2] Essa teoria adventista afirma que, quando Cristo entrou no santuário celeste, a porta [da graça] foi cerrada. Ou seja, segundo a doutrina adventista ninguém mais podia ser salvo a não ser que recebesse o dogma do santuário celeste. Isso, em outras palavras, era uma forma delicada de se dizer aquilo que muitas seitas tem declarado: “Se você não aceitar nossa doutrina, não existe mais esperança para você. Só nós temos a verdade”.

 

[3] Os adventistas afirmam que Jesus não consumou a obra da expiação na cruz, sendo apenas um cordeiro, o que teve o sangue derramado, mas não o bode que levou os pecados "ao deserto". Para completar a obra da expiação, entrou no segundo ambiente do santuário celestial para purifica-lo dos pecados provisoriamente cancelados daqueles que se penitenciam pela guarda do sábado, pecados não definitivamente apagados, além disso passou a “investigar” a vida dos verdadeiros penitentes, que estão sendo fiéis ao movimento adventista. No fim de seu serviço, voltará à Terra para pôr os pecados dos verdadeiros penitentes sobre Satanás, identificado pela teologia adventista como sendo o “bode emissário” de Levíticos 16:8.

 

[4] A Bíblia categoricamente afirma que foi o Senhor Jesus Cristo Quem carregou sobre si os pecados dos que, arrependidos, n’Ele confiam para remissão dos pecados!

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