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O Louvor Bíblico
O Louvor Bíblico

 

 

DISTINTIVOS BATISTAS FUNDAMENTALISTAS

 

 

 

 

PRÁTICA ECLESIÁSTICA - 14º DISTINTIVO: O Louvor Bíblico

 
 


 
 
 

1. Conceito Teológico

 



Universal e tecnicamente, a música compõe-se de Melodia, Harmonia e Ritmo. O que a Melodia é para o espírito, a Harmonia o é para a alma e o Ritmo o é para o corpo. A música sacra litúrgica que agrada a Deus é eminentemente melódica, secundariamente harmônica e o ritmo nela só existe, exclusivamente o necessário, para ordená-la e dar-lhe sequência e pausa. Sendo o louvor a Deus de natureza e expressão espirituais, é necessário que lhe mantenha e conserve o elemento vital que é a melodia, em menos importância a harmonia e somente o exclusivamente necessário do ritmo.

O louvor bíblico, além de reverente é música espiritual, que deve conter uma letra que exalte e dignifique ao Deus Triúno, sendo portanto [tal letra] também espiritual, e nos seus conceitos e declarações doutrinárias deve ser primorosamente coerente com as Escrituras Sagradas. O uso de instrumentos de percussão ou de movimentos corporais para acompanhar a música sacra é desaconselhável quando não proibida pela sua própria natureza carnal (corpo). Condenamos qualquer outro tipo de estilo musical (mundanos ou secular) que realce o ritmo em lugar da mensagem bíblica e da melodia harmônica, inconvenientes e impróprias à música sacra. O louvor bíblico vem de um coração submisso ao Senhor porque d'Ele depende, e reconhece Sua Soberania (Maria em Lucas 1:46-55)

Consideramos que o louvor bíblico litúrgico não é um entretenimento, mas sim o exercício de uma ação espiritual que por sua vez requer uma preparação espiritual. Ele também prepara o crente espiritualmente para a mensagem da Palavra de Deus.
 

 

2. Textos-Chaves

. I Cr. 15:22 (competência); Sl. 33ss; 47:7; 69:30; 104:33,34 (suavidade introspectiva); Is. 25:1 ("...teus conselhos antigos fiéis e verdadeiros..."); 12:9b; I Co. 14:15,26,33 (ordem); II Co. 11:3 (sedução da apostasia na música); Ef. 5:18-20; Fp 4:8 (toda a letra musical deve estar enquadrada neste molde); Cl. 3:16; ITs. 5:22 (Aparência do mal); Hb. 5:14; 13:15; Tg. 1:27; I Pe. 2:5

 

3. História



. Já em 364 d.C. no concílio de Laodicéia, houve formal proibição do uso de certos hinos "Não autorizados" por sua irreverência e associação com a música mundana. Aristóteles dizia que "a música é a mais moral de todas as artes". É por isso que no Velho Testamento o povo de Israel evitou a pintura e a escultura dedicando-se mormente à música que louva ao Senhor.



. Os apologistas do ritmo sincopado na música litúrgica invocam em especial partes dos Salmos como o 150. Mas cremos que o ritmo ali não tinha nada de carnal e mundano como conhecemos hoje no Brasil, especialmente porque estes ritmos advêm da influência sincretista, espírito-animista da África pagã. Prof. João W. Faustino diz que "O ritmo apela aos músculos e ao nosso físico alijando o espiritual". O Dr. Russel Norman Champlain chega a afirmar que "... o jazz, rock, samba, etc., penetrando em nossas reuniões e cultos, é um dos aspectos da apostasia da Igreja Evangélica Moderna".



. A música mundana, com ou sem dança, excita as paixões animais e sensuais e está sempre ligada aos entorpecentes, ao deboche, à libertinagem, promiscuidade e rebelião juvenil, portanto associada ao pecado e ao mundo. Agostinho lá no século IV, nos fala: "... nem devemos ficar atrás do significado místico do tamborim e do saltério. No tamborim o couro é esticado; no saltério a tripa é esticada; nem em um nem em noutro a carne é crucificada... Quando sou tocado pela voz do cantor mais do que pelo conteúdo das palavras cantadas, confesso que pequei..." (Cit. Sheldd, Damy).

 

. O fenômeno pós-moderno, conhecido como Movimento da Música Cristã Contemporânea, ou Movimento Gospel, tem destituído igrejas Locais de sua fidelidade Bíblica de outrora e as têm submergido na mentalidade pragmática que visa apenas o lucro e os resultados numéricos. Além disso, tem empurrado os evangélicos para dentro da esfera ecumênica, preparando-os para uma religião pagã mundial, exatamente como aconteceu na Babilônia nos tempos de Daniel, onde os amigos de Daniel tipificam a nação de Israel que adentrará o período da Grande Tribulação - a fornalha de fogo -  Nabucodonosor tipifica o Anticristo, o Arauto tipifica o Falso-Profeta e a música pagã tipifica o atual fenômeno Gospel (ver Daniel 3.1-30).

 

. Não devemos, de forma alguma, evitar reconhecermos a rebeldia litúrgica que afunda cada vez mais as igrejas locais no lodaçal Gospel, como uma ferramenta utilizada por Satanás para sucumbir o mundo evangélico na Apostasia.

 

 

4. Divergência Denominacional / Herética

 

. Rejeitamos a "música gospel" e assemelhadas (música cristã popular) pela vulgaridade, estilos mundanos, e a irreverência que manifesta em afronta a Deus.



. Rejeitamos as músicas e letras nascidas dentro dos ministérios chamados "comunidades", pelo conteúdo respectivamente pobre, superficial, ritmo sincopado intenso, associado com a lentidão do pronunciamento de frases.



. Rejeitamos as manifestações de ostentação de louvor como o lançamento de discos/cd's, shows de cantores, festivais de música cristã (com ênfase em caça talentos), e cultos no estilo "louvorzão", porque são umas das manifestações carnais e mundanas da música sacra contextualizada ao mundo.

 

. Da Nova Era discordamos do uso da Música Sacra como uma espécie de musicoterapia (para combater males físicos e dores de cabeça, por exemplo) ligada à superstição.



. Rejeitamos utilizar peças da hinódia católica tipo "Segura na Mão de Deus", e outras, em virtude do seu intrínseco humanismo, associação dúbia e propósitos ecumênicos.

 

. Dos Pentecostais e neopentecostais - rejeitamos expressão corporal, palmas, guitarras, baterias, baixos, volume excessivo, cânticos intermináveis e o seu triunfalismo característicos.

 

.  Dos "Batistas" renovados e pentecostalizados, mesmo que ostentem placas de Igrejas Locais como sendo "Bíblicas" e/ou "Regulares" e/ou "Fundamentalistas", mas que permencem rebeldes à Palavra de DEUS enfatizando uma liturgia contemporânea, pragmática e descaracterizada de ênfase Dountrinária Bíblica.


 

 

· Bibliografia



FERREIRA, Damy. Louvor a Deus, Será? São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1997.

MARTIN, Ralph. Adoração na Igreja Primitiva. São Paulo: Edições Vida Nova, 1997.

PICKERING, Ernest. O Tipo de Música que Honra a Deus. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1997.

SANTOS, J. F. O Culto no Antigo Testamento. São Paulo: Edições Vida Nova, 1997.

SHEDD, Russell. Adoração Bíblica. São Paulo: Edições Vida Nova. 1997.

JOHNSON, Dan D. Os Perigos Traiçoeiros do Rock. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1991.

LUCARINI, Dan. Confissões de um Ministro de Louvor - Porque deixei o Movimento da Música Cristã Contemporânea. São Paulo: Editora Fiel, 2005.

COSTA, Jefferson Magno - e outros. A Mensagem Oculta do Rock - O que está por trás do ritmo que vem contagiando milhões de jovens em todo o mundo? Rio de Janeiro: CPAD, 1986.

MASTERS, Peter. Louvor em Crise. São Paulo: Editora Fiel, 2002. 

FISHER, Tim. O Debate Sobre a Música Cristã. São Paulo: Editora Batista Regular, 2006.

 

NÓS CREMOS NA SANTIDADE DA MÚSICA,

PORQUE DESEJAMOS HONRAR UM DEUS SANTO,

QUE EXIGE UMA MÚSICA SANTA,

DE UM POVO SANTO!

 

 

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